terça-feira, 5 de abril de 2011

Sérgio Sampaio


Artista de evidente talento, melodista sensível, poeta inspirado, expressivo cantor, violonista competente recheado de tantos outros adjetivos que não cabem nessa postagem, me fizeram falar um pouco desse mestre que acabou por não alcançar, em seu tempo, a popularidade e o prestígio devidos.

Nascido em 1947, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, filho de Raul Gonçalves Sampaio, maestro de banda e compositor, e de Maria de Lourdes Moraes, professora primária, Sérgio Sampaio recebeu do pai as primeiras influências musicais, tendo curtido na adolescência grande paixão pelo repertório seresteiro de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Nelson Gonçalves.

No final de 1970, foi descoberto acidentalmente pelo produtor Raul Seixas, quando acompanhava ao violão um aspirante a cantor, num teste na gravadora CBS.

Com discos memoráveis lançou ao longo de sua carreira quatro pérolas essenciais na discoteca de um boêmio apaixonado: Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua - 1973, Tem que Acontecer – 1976, Sinceramente – 1982 e Cruel – 2006 (disco póstumo).

Sérgio faleceu no dia 15/05/1994 com uma crise aguda de pancreatite, mesmo hoje, tantos anos após sua morte, Sérgio Sampaio continua a ser um dos artistas mais verdadeiros, inquietantes e enigmáticos da história da MPB, fazendo valer a frase de que música boa se perpetua ao longo do tempo.

P.S.
Bulacha, não sei o que seria da minha vida sem tua influência musical e sentimental.

MR.Groove

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