terça-feira, 8 de novembro de 2011

Oito anos da N’zambi: Uma celebração ao Reggae


Apesar da festa ter aniversariante, a noite foi mesmo uma celebração ao reggae. O N’Zambi, comemorou os seus oito anos de carreira com as bandas Bantus Reggae, Rastafeelling e o DJ Leon Selector. Se for falar por nome, esse texto terá um longo fim, mas apareceram por lá a galera do Filhos de Rhudah, Dona Bagga, Caravana do Reggae, Wady Daher, da Homem do Mato, além de Canibal, Jerivá Herick, Tiger, e o público, figura chave dessa celebração. Nas palavras do baterista da N’Zambi, Paulo Ricardo: ““Hoje não pode faltar o reggae né, são oito anos de batalha, metendo a mão na massa, subindo tijolo por tijolo. Hoje a festa é pro reggae, é uma festa pra se comemorar, mas é pra se reafirmar também”.

Reafirmação esta que o N’Zambi entende bem, há oito anos na estrada a banda já tocou em várias cidades e já “correu” e “corre” muito atrás. Não é a mais novas, também não é a mais velha, mas são oito anos, promovendo ou caçando os próprios shows, gravando sons para firmar a cena reggae, muitas vezes esquecida, do Recife. E que parece ser muito bem driblada por Paulo, “a cena independente daqui, pede isso. Uma banda independente tá traçando a sua própria trajetória, ela não está dependendo de produtores. Depende da banda mesmo, de está colocando a mão na massa. É uma parte mais custosa, trabalhosa, dá mais trabalho que se você estivesse só tocando. Mas também é prazerosa porque tudo aquilo que você está fazendo é para você mesmo”.

E nada melhor que juntar essa consciência, a outro tipo de consciência, a negra. 20 de Novembro, dia da consciência negra. Mas e o dia do N’Zambi? Ninguém sabe. “A gente nunca teve uma data porque a gente não sabe se começou quando a gente começou a ensaiar ou quando fez o primeiro show. Ninguém anotou, a galera não lembra, mas a gente sempre comemorou em junho, porque era uma época que não tinham muitos shows na cidade. Agora a gente preferiu mudar pro mês da consciência negra que é uma data bastante simbólica pra banda”. Explicou o vocalista, George Souza.

Mas o que importa é saber que, independente de data, o som da N’Zambi já traz a união de elementos do candomblé e do rap em seus produtos então nada melhor que unir as influências do som ao movimento negro. Falando em som, com oito anos de correria e o rótulo de banda mais ativa, não é de se espantar que todos os presentes soubessem as suas músicas. Com um playlist muito bem elaborado e com o coro dos presentes, todos cantavam “ô,ô,ô, mas não saia, kaya, kaya. Kaya mas se oriente” Assim como “A nossa dança, tem swing, tem almas” das músicas Kaya, mas se oriente e Dub Swing Alma.

George também explica a escolha das outras bandas que participaram do show, “a gente procurou mesclar a identidade de cada banda, como a gente fez no mês da consciência, a gente pensou em bandas que pudessem estar falando sobre isso. A bantus reggae é uma banda que influencia a gente desde o início, a gente já abriu vários show pra banda, eles nos inspiraram. A rastafeelling banda parceira lá de natal e o DJ Leon, lá da argentina, veio aqui trazer a linguagem do sound system”.

Foi entre “brodagem”, consciência negra e muito reggae que a N’zambi comemorou os seus oito anos de correria. Oito que podem muito bem virar 18, se depender do seu público e de parcerias como a do Rastafeeling que já pretende levar a banda para tocar dia 03 de dezembro em Natal.


Risoflora Siqueira

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