terça-feira, 24 de abril de 2012

Abril Pro Rock 2012 - Cobertura

Sexta Feira 20/04

Somato

Abrindo a comemoração de 20 anos do Abril pro Rock, aconteceu na última sexta (20) o primeiro dia do festival, nada parecia com o clássico festival, era a noite de uma banda só, a Los Hermanos, haviam outras bandas na programação, mas estas, pareciam abrir a festa. Mas a sensação se resumia ao público, quem abriu a noite foi a banda vencedora do concurso Bis pro Rock, Somato, de Florianópolis.


Tibério Azul

Tibério Azul, o nome do momento no cenário local, subiu ao palco acompanhado de acordeom, bateria, guitarra, baixo acústico, e participação especial do pianista e parceiro musical Vitor Araújo. Tibério, lançou recentemente seu álbum bandarrara e vendeu o seu CD, durante o festival, por R$2, “Eu tento vender o mais barato possível” afirmou. 

                                                        
A banda mais bonita da cidade


Dando seqüência à noite, subiu ao palco, a banda mais bonita da cidade. De Curitiba, mas muito mais famosa no youtube, a banda tocou cheio de expectativa. Deixando o hit responsável pelo seu sucesso, a música viral Oração, para o final, a banda abril o show com a versátil Mercadorama e diferente do que costumam serem suas gravações, tocou muito rock pela guitarra, baixo, bateria e teclado que trouxeram ao palco. A vocalista da banda UyaraTorrento, mostrou que apesar de seu som pop e de letras fáceis, há muito potencial na banda e principalmente em sua voz. Apesar de não ser, a sensação da noite, como deveria, a banda mais bonita da cidade tinha as suas músicas na boca do povo, o que não faz dela uma banda de uma música só e souberam contagiar o público presente.
                                                                  
Los Hermanos



Eram praticamente uma camisa xadrez por metro quadrado, eram 15 mil pessoas em um mesmo espaço tudo isso em função de uma única banda, não era a banda mais bonita da cidade, mas sim, uma das mais consagradas no Brasil, a Los Hermanos. Até mesmo antes de começar, qualquer balançado da cortina, já era causador de gritos histérico de seus fãs fiéis e frenéticos. 

No palco, a Los Hermanos que sempre foi, parecia até que não fazia muito tempo que eles estavam longe do palco. No setlist, praticamente o mesmo show que fez em 2010 a exceção de músicas da CD solo de Marcelo Camelo e uma música nova, ainda sem nome composta pela banda. 

Sem muito saudosismos ao festival, o primeiro dia se resumiu única e exclusivamente a Los Hermanos, casa cheia, filas enormes e uma grande oportunidade para os fãs de pouca idade da Los Hermanos saberem que há vida pós seu ídolo e que A banda mais bonita da cidade, Somato e Tibério Azul são exemplos de que se bitolar a camisa xadrez e os mesmo acordes pode ser desperdício. 

                                    Domingo 22/04

Bande Dessinée

O último dia do festival teve início no clima francês da Bande Dessinée que além dos integrantes da banda trouxeram a participação especial de Téo, bebê com sete meses de gestação na barriga da vocalista Tati. Totalmente entrosada e bem preparada para qualquer palco, a banda deu mais um salto tocando no Abril. Com vários show já realizados, Bande Dessinée é uma exceção ao que costuma ser exibido como som de Pernambuco e em um pouco menos de uma hora pode cativar o pequeno público, ainda tímido, que começava a chegar. 

Strobo

A banda do Pará, Strobo foi à segunda do dia e bastante diferente das bandas que se apresentaram. Composta por guitarra, bateria e efeitos de sample reproduzidos pelo baterista, a banda não era China “mas só servia para dançar”. Basicamente groove e com muita influência do psy, a banda foi responsável pelas primeiras chacoalhadas da noite. 


Ska Maria Pastora

Sempre tentando alternar entre o som de casa e bandas de fora, a terceira banda a se apresentar foi Ska Maria Pastora, totalmente encantada por toda aquela musicalidade, muita gente fez questão de prestigiar de perto a banda. Os músicos, bastante comunicativos e simpáticos, aproveitaram o show para lançar seu primeiro álbum que foi literalmente, por várias vezes, lançados as pessoas da platéia. O álbum tem produção de Yuri Queiroga e contou com a partição dele em uma das músicas. 

Léo Cavalcanti

De São Paulo, Léo Cavalcante foi à quarta atração, ele que se apresenta pela primeira vez em terras pernambucanas, fez questão de externa a sua ligação genealógica com Pernambuco, já que, apesar de paulista, tem família do estado e em coincidência com o nome de seu álbum, se sentiu religado em estar ali. 


Nada Surf

Apesar de um nome comum e fácil, a banda americana Nada Surf, matou a saudade de um rock’n roll tipicamente americano que há muito não se via por aqui. Se esforçando para falar em português, a banda tinha um público que acompanhava cada mínimo verso, interagindo constantemente com o grupo. 


Mundo Livre S/A

Na programação, a banda que melhor representava os 20 anos do Abril pro Rock, foi a sexta a subir ao palco sem um setlist muito especial. Abrindo o show com a primeira faixa do CD, Carinhoca a banda Mundo Livre S/A se apresentou não sei se pra lembrar que foi uma das bandas que tocou na primeira edição ou porque lançou CD há pouco. Tocando apenas os clássicos e algumas músicas do álbum novo, mundo livre deixou a desejar. Free World, Computadores fazem arte, Samba Esquema Noise, Meu esquema e Melô das Musas foram os clássicos tocados intercalados com Ela é indie, Black label e o velho James Browse já dizia, músicas do último álbum As novas lendas da etnia Toshi Babaa. É de se entender que é muito mais trabalhoso articular a vinda de bandas americanas ou paulistas para Pernambuco, mas bandas como Mundo Livre, talvez a única banda local representativa do festival em atividade, merecia mais tempo e entrosamento maior.

Antibalas

Mesmo sem conseguir definir qual foi a banda que arrastou todos ao pé do palco, os americanos da banda Antibalas foi uma das mais esperadas da noite. O afrobeat muito bem executado da banda fez todos dançarem ao som, que para os admiradores presentes, foi histórico.


Otto

Otto foi a oitava atração da noite e junto a sua Jambroband, lembrou que foi do palco do abril pro rock que saiu para o Brasil. Vestindo a camisa do movimento #ocupeestelita, Otto não perdeu a chance de expor a sua opinião sobre a ocupação do Cais. No repertório, passou pelos seus quatro álbuns, com TV a cabo, Condon Black, Dias de Janeiro e encerrou com a música 6 minutos com a participação de Ortinho no dueto. 


Buraka Som Sistema


Já era tarde e ainda restava energia para dançar o Kuduro da banda Buraka Som Sistema, de Portugal/Angola, a banda trouxe todo seu peso e contagiou até quem não queria mais dançar. Característica pela sua batida pesada, a banda encerrou a noite deixando gosto de mais. Assim, se encerrava mais uma edição do festival, que se espera demorar muito para ter um fim.


Fotos Rafael Passos
http://www.flickr.com/photos/abrilprorock/


Risoflora Siqueira




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