quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Rivotrill - Curva de vento



Uma banda visceral

A música sempre exerceu sobre mim um fascínio muito grande. Grandioso, aliás. Menino comecei a tocar requinta na Banda Filarmônica de Salgueiro, depois fui para a Banda do Colégio Salesiano e, finalmente, engajei-me em "Os Tártaros", onde passei vários anos, com direito a carteira da Ordem dos Músicos do Brasil e tudo mais. Da requinta passei para o clarinete, em seguida para o sax-alto e depois para o sax-tenor, onde me dei muito bem. Foi um tempo de ouro, sem dúvida, ao lado dos meus amigos e das minhas primeiras namoradas.

Dessa forma, com um sentimento de músico, ouvi e acompanhei a breve mas já bela trajetória dos meninos da Rivotrill - que se me acalma, de um lado, por causa do ansiolítico -, por outro me deixa vibrante e feliz. Não é todo dia que se encontra uma banda assim. Tão nova, mas com uma força incrível, renovando, sem esquecer, sobretudo, as raízes brasileiras. Conversei com a rapaziada, fui direto ao DVD, escutei e vi, estou convencido: uma meninada que dá o que falar, sem dúvida.

Um dado fundamental na banda é a forma visceral com que toca. Não uma forma qualquer. Não só com alegria ou com felicidade. Com prazer e com alegria. Justamente assim: visceral. Dando-se. Doando-se. Com uma paixão que corre no sangue, que circula na carne, que vem das entranhas. É fácil perceber. Basta ouvir. Basta ouvir qualquer uma das suas músicas, em qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer circunstância. Mas ver é essencial. Basta olhar nos rostos, nas faces, eles, os meninos, estarão sempre possuídos dessa estranha densidade que faz o verdadeiro artista. Basta um acorde, e a face já estará cheia de força.

Não tenho qualquer dúvida, portanto, que a Rivotrill estará predestinada ao sucesso. Estará e está. É fácil ser fã desses meninos cheios de mágica e de encanto. Em qualquer uma das faixas. Ora por causa da percussão, ou da flauta, quem sabe pelo sax e pelo baixo. Não importa. Já disse e repito: basta ouvir. Há aqui experiências de som, de acordes, de ritmos; é claro, há sempre algo de novo, a cada instante, a cada momento. É um convite irrecusável ouvir a Rivotrill.

Mas sem preocupações, sem ansiedade. Basta ouvir e sonhar. Ou dançar. Ou pular. Quieto é que ninguém vai ficar. Nunca. “Alegria e felicidades para todos.”

Por Raimundo Carrero

Consuma:

Mr.Groove

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