quinta-feira, 7 de novembro de 2013

9º Festival Mundo - Cobertura

Domingo 03/11/2013

Mate ou morra

O segundo dia de festival começou também dentro do horário, porém, igual ao sábado, com pouco público. A maior concentração de pessoas nesse horário era formada pelos skatistas que estavam na área montada pra eles, e pelo pessoal da produção do festival.

A primeira banda da tarde foi a MATE OU MORRA (PB), um ótimo rock and roll, com pegadas bem pesadas, que lembram muito Pantera e Dream Theater. O público que assistiu a apresentação deles foi pequeno, mas rendeu uma turminha batendo cabeça instigada na frente do palco. Com 1 EP lançado, agora eles planejam fazer o lançamento do DVD, que já foi gravado. 

Conversei com Ceará, baixista da banda, sobre o fato de abrir o segundo dia de festival e a questão do público, e ele me disse que, mesmo sendo bom tocar ali pra poucos amigos, o festival tem sofrido um déficit de público ao longo dos anos, e essa questão do horário dos primeiros shows também atrapalha (as pessoas de João Pessoa definitivamente não saem de tarde).

Red Butcher

RED BUTCHER (PB) tocou logo em seguida, um trio instrumental que faz uma mistura de psicodélia com alguns efeitos, como em "Belze... Wizard". Em alguns momentos do show, as guitarras lembraram muito o Black Sabbath. O único problema é que além de o show deles ter sido bem curto, o som deu uma baixada novamente, e ficou bem confuso. 

Monster Coyote

MONSTER COYOTE (RN) subiu ao palco num momento em que o público começava a chegar no festival. E o público ficou impressionado com a apresentação do trio, que mistura Metal e Stoner Rock. O som deles é pesado, brutal, rápido e limpo. Destaque para as músicas "Beacon of Lost Souls" e "Primal Bloodshed". O disco deles, "The Howling" foi gravado em 2012, e o próximo disco está previsto pra ser lançado em março de 2014. Fazem show no Festival Dosol no próximo final de semana.

Uh La La

A banda UH LA LA (PR), sobe ao palco pra fazer um dos melhores shows da noite. Com uma formação diferente pra essa mini turnê pelo Nordeste, Andreza Michel, Babi Age, Eliza Matta, Eduardo Nogueira e Fel Andreoli conseguiram animar todo o público, primeiro por serem super instigados, descolados, se importarem em fazer uma interação com quem estava ali vendo o show, e é claro, pela mistura interessante e dançante do rock dos anos 60, surf music e rock de garagem, as letras bonitinhas e o vozeirão de Andreza. O grupo ainda faz essa semana shows em Recife (08/11) e no Festival DoSol (10/11). 

Burgo

BURGO (PB) é Pernambucano radicado em João Pessoa, e subiu no palco com sua banda instrumental, formada por trompete, piano, bateria, guitarra e baixo. Passeia pela mistura do jazz com ritmos regionais e funk, mas foi um show cansativo por ter se apresentado depois de tanto rock and roll, de tanta instiga. Poderia ter sido encaixada em outro dia, ou outro horário.

Rieg

RIEG (PB), leva o nome do seu fundador a esse projeto musical tão interessante. Ele faz uma mistura de Hip Hop com eletrônico bem bacana, abusando de sintetizadores, e outros objetos inusitados no palco, como televisão, telefone, lâmpadas, etc. O som diferente fez com que o público ficasse bem animado e interagisse com o artista, do começo ao final da apresentação.

Rieg é uma mistura por si só: É americano, morou muito tempo na Alemanha, a mãe é brasileira, o pai francês, e ele hoje em dia reside na Paraíba. Seu disco está previsto pra ser lançado no começo de 2014. Vale a pena esperar pra conferir.

Seu Pereira e coletivo 401

SEU PEREIRA E O COLETIVO 401 (PB) lançaram um disco em 2012 com a banda e os metais, mas desde então não haviam ainda feito um show completo. Quando surgiu a oportunidade de tocar no festival, a banda resolveu chamar trompete, trombone e sax pra completar esse time, que fez um show muito bom, bem dançante, misturando letras bem fortes, e o rock com a velha pegada nordestina. 

Escurinho

A penúltima atração da noite, ESCURINHO (PB), pernambucano que hoje em dia reside em João Pessoa, conseguiu fazer com que o público finalmente saísse do chão de vez, e começasse a dançar e cantar algumas de suas letras. Sua música tem todas as raízes das manifestações populares, forró, embolada, maracatu, repente, além do rock, forró e ritmos afros. Ótimo show.

Di Melo

Fechando a noite e a 9ª edição do Festival Mundo, nada mais, nada menos do que DI MELO (PE), o Imorrível, que veio acompanhado da banda Madeira Delay, pra fechar essa noite com chave de ouro. Di Melo dispensa apresentações, quem ainda não foi no seu show, certamente tem que ir a um, e quem foi, sabe o quanto é elétrico, instigante, com muito soul, samba rock, funk e mpb, como nas "kilariô" e "A vida em seus métodos diz calma", música que terminou a noite de forma memorável.

O Festival Mundo em si está de parabéns. A estrutura e organização na Usina Energisa estavam muito boas, mas só faria 2 observações:

- Ter mais atenção com a questão do som das bandas, já que se sabe que a SEMAN faz a medição em qualquer evento que acontece ali. Podem-se tomar providências que não precisem prejudicar o festival e nenhuma das bandas.

- Colocar a estrutura da sala de imprensa mais próxima do palco. A distância da sala era muito grande, e quando algum artista ia fazer uma coletiva lá, você perdia metade do show da outra banda.

Fora isso, bom festival, boa organização, ótima equipe, bebida gelada, lanches, estrutura para outras plataformas culturais muito boas, banheiros limpos.. parabéns, e até o próximo ano!

Fotos: Thercles Silva, Rafael Mendes, Bianca Costa.

Anna Andrade

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